Revista de IA & Direito  Página principal da coleção Visualizar estatísticas

A RIAD posiciona-se como uma publicação de referência, dedicada a desvendar os múltiplos aspectos da Inteligência Artificial no universo jurídico. Com coordenação de Francisco Cahali e coordenação adjunta de Ana Frazão, a revista tem o compromisso de fornecer conteúdo aprofundado e constantemente atualizado sobre a interseção dinâmica entre o Direito e as inovações tecnológicas impulsionadas pela IA.

Logo

Todos os direitos reservados ©

Assinar esta coleção para receber notificações por e-mail de cada item inserido RSS Feed RSS Feed RSS Feed
Coleção's Items (Ordenado por Data de depósito na Descendente ordem): 1 para 20 de 20
Data do documentoTítuloResumoAutor(es)
2026-01Revista de IA & Direito, v. 2, n. 2, jan./jun. 2026 - SumárioSumário da Revista de IA & Direito, v. 2, n. 2, jan./jun. 2026-
2026-01Mercados digitais e os desafios para o direito concorrencialO presente artigo analisa os mercados digitais com o objetivo de compreender os desafios impostos ao direito concorrencial. Para tanto, examina a literatura econômica e jurídica, bem como a experiência regulatória internacional e nacional, a fim de identificar os principais efeitos econômicos e jurídicos associados a esses mercados, especialmente no que se refere aos dados, aos algoritmos de precificação e aos riscos de colusão algorítmica. O estudo evidencia as limitações dos métodos tradicionais de análise concorrencial diante das transformações estruturais introduzidas pela economia digital. Conclui-se que, sem adaptações rápidas na forma como agentes econômicos e autoridades lidam com esses mercados, podem emergir riscos sistêmicos capazes de comprometer o funcionamento competitivo desses ambientes.Marques, Fernando de Oliveira.
2026-01Responsabilidade civil médica no uso de inteligência artificialO artigo analisa a responsabilidade civil médica no uso de inteligência artificial na assistência à saúde, sob a ótica do direito brasileiro. A partir da crescente adoção de sistemas algorítmicos em triagem, apoio diagnóstico e apoio decisório, discute-se a intensificação de dilemas sobre culpa e prova do nexo causal quando a conduta clínica dialoga com recomendações automatizadas. Retomam-se os elementos clássicos da responsabilidade civil e reafirma-se, como regra, a responsabilidade subjetiva do profissional liberal, sem prejuízo de regimes objetivos aplicáveis em outras camadas da cadeia assistencial. Defendem-se critérios práticos de diligência na escolha, implementação e supervisão das ferramentas (culpa in eligendo e in vigilando), com ênfase em rastreabilidade, controle de versões e documentação. Por fim, examinam-se dever de informação, consentimento informado e proteção de dados sensíveis à luz da LGPD, concluindo-se que a IA não elimina responsabilidades, mas exige governança e registros mais rigorosos.Andrade, Leonardo de.; Nemetz, Luiz Carlos.
2026-01Inteligência artificial no livro VI do PL 4/2025: entre a codificação civil e a regulação algorítmicaO Projeto de Lei 4/2025 introduz o Livro VI no Código Civil brasileiro, positivando pela primeira vez normas sobre inteligência artificial. Os arts. 2.027-AL a 2.027- AN estabelecem princípios de não discriminação, transparência, auditabilidade, explicabilidade e supervisão humana aplicáveis aos sistemas de IA. O artigo examina criticamente a adequação sistemática desses dispositivos, confrontando-os com o PL 2.338/2023 e com o Regulamento (UE) 2024/1689 (AI Act). A análise dogmática comparada demonstra que, embora o Livro VI represente avanço ao reconhecer princípios de governança algorítmica na codificação civil, persistem três déficits estruturais: a ausência de regime específico de responsabilidade civil para danos algorítmicos autônomos, a inexistência de abordagem regulatória proporcional por nível de risco e a possibilidade de conflitos normativos relevantes em relação ao PL 2.338/2023. Conclui-se que a CTCIVIL deve corrigir esses déficits antes da aprovação do Projeto.Lawand, Jorge José.
2026-01Transparência e imparcialidade no judiciário: impactos éticos e legais das decisões automatizadas com inteligência artificialA crescente incorporação da inteligência artificial (IA) no Judiciário brasileiro tem transformado a dinâmica decisória, especialmente no Direito Trabalhista, onde a proteção de direitos fundamentais exige imparcialidade e sensibilidade social. Este artigo investiga como os vieses algorítmicos, derivados de dados enviesados ou falhas nos modelos de aprendizado, afetam a equidade processual e comprometem a transparência das decisões automatizadas. A pesquisa, de abordagem qualitativa e natureza exploratória, baseia-se em revisão bibliográfica, análise de casos práticos e observação de decisões judiciais brasileiras. O estudo ressalta a necessidade de regulamentações específicas, práticas de mitigação de vieses e, sobretudo, da presença ativa de julgadores no acompanhamento dos sistemas, como forma de assegurar decisões compatíveis com os princípios jurídicos e os direitos fundamentais. Conclui-se que, embora a IA represente um avanço promissor, sua aplicação no Judiciário deve estar ancorada em princípios éticos e mecanismos eficazes de controle para evitar a replicação de desigualdades e assegurar a imparcialidade das decisões.Martins, Jeferson Daniel Fraga.; Ferreira, Bruno.
2026-01Inteligência artificial na mediação: copiloto do processo antes, durante e depoisA Inteligência Artificial (IA) deixou de ser mera curiosidade tecnológica para se tornar parte integrante das práticas profissionais, inclusive na mediação de conflitos. Este artigo investiga como a IA pode ser aplicada em três momentos distintos da mediação – antes, durante e depois –, não com o intuito de substituir o papel humano, mas de complementar e enriquecer os processos cognitivos envolvidos. São exploradas aplicações concretas, como síntese documental, geração de cenários e apoio à redação de acordos, bem como os riscos e salvaguardas éticas correspondentes. Conclui-se que a IA pode funcionar como copiloto poderoso quando combinada com competências relacionais e supervisão humana, preservando a essência da mediação.Gonçalves, Ana Maria Maia.
2026-01Direito à voz e Inteligência ArtificialO presente artigo tem como objetivo, por meio de uma exposição sistematizada e não exaustiva da literatura e da legislação, analisar o uso da voz por sistemas de inteligência artificial e suas repercussões no direito à voz e direitos conexos do autor. Assim, o estudo foi organizado em três eixos: o exame da natureza jurídica do direito à voz e suas formas de exploração econômica para, então, analisar o uso da voz por programas de IA. Constatou-se que a tecnologia de IA, no que tange à utilização da voz de pessoa humana, tem sido objeto de debate na doutrina e jurisprudência ante as consequências de caráter moral e patrimonial que o uso indevido pode causar. A metodologia de pesquisa é qualitativa, do tipo bibliográfica e documental. A pesquisa é descritiva e exploratória, objetivando desenvolver ideias a partir de informações sobre o tema.Daneluzzi, Maria Helena Marques Braceiro.; Pires, Mariana Ferreira da Cruz.
2026-01A previsibilidade judicial e o uso de inteligência artificial: propostas para uma métrica eficiente no sistema judiciário brasileiroA previsibilidade judicial é crucial para a segurança jurídica, crescimento econômico e bem-estar social em uma democracia capitalista. Este estudo explora o referencial teórico da Análise Econômica do Direito e métodos para medir a previsibilidade judicial, compatibilizando o sistema de civil law com algumas características de commm law (ex.: precedentes), combinando abordagens quantitativas e qualitativas para identificar padrões decisórios e consistência temporal. Foram identificadas lacunas nos modelos existentes e destacadas oportunidades para aplicar a Inteligência Artificial (IA) no aprimoramento da eficiência e consistência do sistema judicial, em linha com os avanços tecnológicos e regulatórios propostos pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Contudo, métricas isoladas mostram limitações, exigindo abordagens integradas. Propõe-se um modelo gradual, começando com metadados do Datajud e avançando para técnicas mais avançadas de IA. Desafios incluem a qualidade dos dados, infraestrutura e a explicabilidade da IA, fundamentais para a transparência da prestação de serviços jurisdicionais. Relatórios como o Justiça em Números carecem de indicadores qualitativos de previsibilidade, focando predominantemente em métricas quantitativas. Este trabalho contribui ao propor um modelo preliminar para mensurar a previsibilidade judicial, apontando caminhos para estudos futuros e melhorias no Judiciário brasileiro, com potencial para promover maior transparência, eficiência e uniformidade.Melo, Thiago.; Zavaglia-Coelho, Alexandre.; Zattar, Guilherme.; Tena, Lucimara Plaza.
2026-01Accountability algorítmica na advocacia extrajudicial: desafios éticos, deveres profissionais e diretrizes regulatórias para o uso de IA generativa à luz do PL de inteligência artificialA Inteligência Artificial (IA) vem transformando de maneira acelerada a prática da advocacia extrajudicial, sobretudo na elaboração de pareceres, contratos, análises documentais, due diligence e procedimentos cartorários ou registrais. Esse movimento, embora potencialize eficiência e produtividade, amplia riscos éticos, jurídicos e profissionais ainda pouco delimitados no campo jurídico brasileiro. À luz do Projeto de Lei 2.338/2023, examinamos como a accountability algorítmica deve ser estruturada no uso profissional de sistemas de IA. Buscamos discutir a responsabilidade em cadeia entre usuários profissionais e os critérios de governança e avaliação de impacto algorítmico aplicáveis ao ambiente extrajudicial. Ao fim, propomos diretrizes para uma utilização ética e juridicamente conforme da IA generativa, contribuindo para o debate regulatório emergente e para a consolidação de padrões profissionais adequados diante das novas tecnologias.Portela, Cintia Calais Pereira.
2025-07Revista de IA & Direito, v. 1, n. 1, jul./dez. 2025 - SumárioSumário da Revista de IA & Direito, v. 1, n. 1, p. 9-10, jul./dez. 2025.-
2025-07Neuroproteção e democraciaA consolidação das neurotecnologias inaugura uma etapa inédita da história humana: a possibilidade de acessar, coletar e manipular dados neurais. Esse cenário, ao mesmo tempo promissor e arriscado, impacta diretamente a faculdade espiritual do pensamento, núcleo da dignidade humana e pressuposto da realização democrática. Partindo da filosofia de Hannah Arendt e dialogando com metáforas culturais como o cinema expressionista alemão dos anos 1920, este ensaio defende que a proteção constitucional da mente – a neuroproteção – constitui condição para a inovação tecnológica responsável e para a preservação da democracia. Ao examinar iniciativas normativas internacionais (OCDE, Parlamento Europeu, Unesco, Espanha, Chile) e nacionais (PEC 29/2023, Emenda Constitucional 85/2023 do RS), conclui-se que estamos diante de um novo capítulo jurídico: a constitucionalização do direito de pensar.Pintarelli, Camila.
2025-07Responsabilidade civil pelos danos ocasionados pelo uso de inteligência artificial: uma crítica à redação atual do Projeto de Lei 2.338/2023O presente artigo analisa a responsabilidade civil pelos danos decorrentes do uso da inteligência artificial, tomando como ponto de partida o Projeto de Lei 2.338/2023. A partir de uma crítica à redação atual do texto legislativo, examinam-se as lacunas e ambiguidades que podem comprometer a segurança jurídica e a efetividade da tutela reparatória. Argumenta-se que a proposta não enfrenta de forma adequada os desafios específicos da inteligência artificial, como a repartição dos riscos.Mulholland, Caitlin.
2025-07Os impactos da inteligência artificial no direito das sucessõesO presente artigo examina os impactos da inteligência artificial (IA) no Direito das Sucessões, destacando as implicações jurídicas da herança digital, a proteção da imagem Post Mortem e os desafios éticos e legislativos emergentes. Utiliza como base a doutrina nacional e estrangeira, jurisprudências recentes, bem como trabalhos próprios da autora. A abordagem busca traçar uma linha doutrinária para o desenvolvimento de um novo paradigma sucessório adequado à era digital.Sanches, Patrícia Corrêa.
2025-07O legítimo interesse como base legal no treinamento de LLMSO presente artigo analisa a compatibilidade entre o tratamento de dados pessoais realizado em modelos de linguagem de grande escala (LLMs) e a base legal do legítimo interesse prevista na LGPD. Após examinar as limitações jurídicas e práticas das demais hipóteses legais do artigo 7º, o estudo demonstra que o legítimo interesse oferece flexibilidade e robustez normativa para fundamentar tais operações, desde que submetido ao teste de balanceamento. Com base na jurisprudência e em pareceres internacionais, como o caso DOS-2019-05837 da APD/GBA e a Opinion 28/2024 do EDPB, o artigo propõe critérios objetivos para aplicação da base legal aos LLMs, incluindo salvaguardas técnicas e avaliação contextual das expectativas dos titulares. Ao final, discute os desafios e possibilidades de implementação dos direitos dos titulares e aponta caminhos regulatórios para a conformidade responsável.Becker, Daniel.; Hhaikal, Beatriz.
2025-07Inteligência artificial e direitos da personalidade: uma conexão necessáriaO presente artigo trata da interface entre a atual disseminação da inteligência artificial e os direitos da personalidade. A escolha do tema se justifica diante das incertezas causadas pelo uso de tal tecnologia em diversos segmentos. O objetivo é balizar juridicamente a utilização da IA garantindo o respeito à pessoa humana e aos direitos da personalidade. Para tanto, aborda-se, sequencialmente, a IA como vetor do desenvolvimento global no Século XXI, os perigos que a IA pode representar para a área médico-científica, a repercussão da IA no direito educacional e o impacto da IA na propriedade intelectual. O método de abordagem utilizado foi o lógico dialético de Miguel Reale, combinado com os procedimentos de pesquisa bibliográfico e documental.Diniz, Maria Helena.; Santiago, Mariana Ribeiro.; Costa, Déborah R. Lambach Ferreira da.
2025-07Inteligência artificial e a infância e adolescência: benefícios e ameaças a direitosO presente artigo tem como objetivo analisar, de forma crítica e propositiva, os desafios, riscos e oportunidades decorrentes do uso da inteligência artificial (IA) por crianças e adolescentes, à luz do ordenamento jurídico brasileiro. A crescente presença da IA em ambientes digitais voltados ao público infanto-juvenil, como plataformas educacionais, redes sociais e aplicativos, tem provocado transformações nas formas de aprender, comunicar e se relacionar deles. Embora tais tecnologias ofereçam benefícios significativos para o desenvolvimento cognitivo e criativo, também impõem riscos relevantes à privacidade, à segurança, à saúde mental e à autonomia intelectual de crianças e adolescentes. Entre os principais problemas identificados, destacam-se a exposição a algoritmos de recomendação, a coleta indevida de dados pessoais, a formação de perfis comportamentais com objetivo de explorar, a desinformação e a dependência tecnológica. Diante desse cenário, o artigo reforça algo simples, a importância do cumprimento das normas já existentes, como a Constituição Federal, o Estatuto da Criança e do Adolescente, a Lei Geral de Proteção de Dados e o Marco Civil da Internet, as quais estabelecem fundamentos jurídicos sólidos para a proteção integral e prioritária de crianças e adolescentes também no ambiente digital. Além do aspecto normativo, o texto destaca a urgência de disseminar a educação digital, capaz de promover o pensamento reflexivo, a cidadania digital e o uso responsável das tecnologias. Ao final, sustenta-se que a proteção de crianças e adolescentes no uso da IA depende não apenas de legislação adequada, mas também do engajamento articulado entre Estado, famílias, escolas, empresas e sociedade civil, garantindo que a inovação tecnológica se faça presente em consonância com os direitos humanos e o melhor interesse da criança e do adolescente.Neves, Kelli Angelini.
2025-07Inteligência artificial aplicada aos bancos de dados do CNJ no enfrentamento à violência contra a mulher: caminhos para prevenção, monitoramento e política públicaEste artigo examina os efeitos da aplicação da inteligência artificial (IA) aos bancos de dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) no enfrentamento à violência contra a mulher. A pesquisa tem como objetivo investigar de que forma a IA pode subsidiar a formulação de políticas públicas, contribuir para a prevenção da reincidência e aprimorar a atuação jurisdicional. Conclui-se que a integração entre IA e estatísticas judiciais potencializa a elaboração de diagnósticos céleres, a antecipação de riscos e o fortalecimento de estratégias preventivas no âmbito das políticas públicas.Conte, Christiany Pegorari.; Rodovalho, Thiago.
2025-07Breves apontamentos sobre direitos autorais e a inteligência artificialO presente artigo tem como objetivo, por meio de uma exposição sistematizada e não exaustiva da literatura e legislação, analisar o uso de programas de inteligência artificial no âmbito das criações literárias, artísticas e musicais e seus impactos nos direitos autorais. Diante disso, a presente exploração foi organizada em três eixos: o estudo da natureza jurídica do direito de autor, seguido do direito à paternidade sobre a obra e os elementos da criatividade e originalidade nas criações e a construção de banco de dados de sistemas de IA. Constatou-se que, cada vez mais, a inteligência artificial tem desempenhado atividades tradicionalmente tidas como exclusivamente humanas e, com isso, faz necessário que o Direito a melhor compreenda para que possa ser aperfeiçoado.Daneluzzi, Maria Helena Marques Braceiro.; Pires, Mariana Ferreira da Cruz.
2025-07A decisão judicial na era da inteligência artificial: o juiz ainda é necessário?O ensaio analisa criticamente os limites ético-filosóficos da aplicação da inteligência artificial (IA) na jurisdição, destacando que, embora ferramentas algorítmicas possam auxiliar a atividade judicial, não podem substituir o juiz humano. A IA carece de consciência, responsabilidade e intencionalidade, elementos essenciais ao ato de julgar. O artigo discute fundamentos técnicos e conceituais da IA, distingue seus tipos, analisa sua atuação no Judiciário brasileiro e ressalta a importância da Resolução CNJ 615/2025 como marco regulatório. Conclui-se que a IA deve permanecer como instrumento auxiliar, e não como substituto da autoridade judicial.Gramstrup, Erik Frederico.; Ferriani, Adriano.
2025-07Accountability e sistemas de inteligência artificialNeste artigo, investiga-se de que maneira a consolidação de sistemas de inteligência artificial (IA) desafia os contornos clássicos da responsabilidade civil, propondo a accountability como vetor de compatibilização entre inovação tecnológica e tutela jurídica. Partese da premissa de que algoritmos com- plexos, embora fundamentados em heurísticas estatísticas, incorporam riscos próprios e podem materializar danos não capturados pelos modelos tradicionais de culpa ou defeito do produto. A pesquisa, conduzida por metodologia dedutiva com revisão bibliográfica qualitativa, examina funções reparatória, preventiva e precaucional para evidenciar sua insuficiência diante dos vieses algorítmicos. Argumentase que a previsão de deveres informados por dados (data-informed duties) e a adoção de padrões de governança ex ante reforçam a cultura de gestão de riscos e permitem ampliar a previsibilidade, convertendo perigos abstratos em riscos mensuráveis. Analisase o debate europeu sobre singularidade tecnológica, personalidade eletrônica e regimes de responsabilidade, ressaltando as propostas de Teilrechtsfähigkeit e de equiparação funcional homemmáquina, bem como as recomendações do Parlamento Europeu quanto à civil liability for AI. No contexto brasileiro, discute-se a aplicabilidade dos princípios de prevenção e precaução, a inversão do ônus da prova nas relações de consumo e o potencial papel de seguros obrigatórios como mecanismos de internalização dos custos sociais da inovação. Conclui-se que a accountability, entendida como virtude institucionalizada, impõe a desenvolvedores, operadores e supervisores deveres proporcionais à posição que ocupam na cadeia algorítmica, viabilizando uma matriz regulatória dinâmica capaz de equilibrar eficiência, segurança e proteção de direitos fundamentais numa sociedade cada vez mais orientada por dados. Tal orientação amplia confiança.Faleiros Júnior, José Luiz de Moura.
Coleção's Items (Ordenado por Data de depósito na Descendente ordem): 1 para 20 de 20